Eis que, no momento em que se aproxima o fim do ano de 2008, chegamos à nossa 24ª edição. Antes de mais nada, caro leitor, cabe dividir a imensa alegria por chegarmos ao fim de um ano tão intenso não apenas nos sentindo recompensados, mas sobretudo com o ânimo mais que renovado para o ano que bate à porta e os seguintes. A sensação de dever cumprido é menos um resultado de uma análise fria daquilo que pudemos fazer e muito mais um entusiasmo que parece não ter fim: um sentimento de estarmos em dia com nossas consciências e paixões, de não virarmos as costas, de entendermos que a sensação íntima de estar vivo tem a ver com a excitação do tudo a ser feito, esse amor ao presente – que é também uma forma de nostalgia do instante – esse amor ao Cinema.
Sendo assim, ainda que o clima de fim de ano quase nos force a esse clima de balanço, preferimos não fazer um inventário de realizações, mas convidar o leitor a passear por nossas páginas e servir-se como melhor lhe convier do que fizemos durante esses quais dois anos e também, claro, da edição que vem agora ao ar.
E chama atenção, dessa vez, como textos com objetos bastante diferentes acabam por lidar com questões semelhantes – até porque centrais à reflexão cinematográfica: da provoca&cc...
Dublê de Corpo, de Brian de Palma






